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Entalpia

A série fotográfica Entalpia investiga as energias invisíveis e os fluxos que sustentam o cotidiano de um dos maiores mercados de abastecimento do Rio de Janeiro, o CEASA. Por meio de composições que evidenciam texturas, luzes e movimentos, as imagens capturam a intensidade de um ambiente essencial para a dinâmica urbana, frequentemente ignorado em sua complexidade.


O título da série, inspirado no conceito físico de "entalpia", reflete as transformações constantes desse espaço, onde o trabalho humano se funde ao movimento incessante de mercadorias e ao desgaste cotidiano. As fotografias revelam um equilíbrio entre o esforço coletivo e a presença individual, em cenas que transbordam vitalidade e resiliência.


Com atenção às nuances do espaço e às interações entre trabalhadores, alimentos e estruturas arquitetônicas, Entalpia apresenta um retrato sensível de um universo pulsante. A luz natural, que atravessa as formas geométricas do ambiente, transforma o espaço em um cenário onde o esforço humano e a materialidade se encontram e dialogam.


Essa série propõe uma reflexão sobre o valor social e político de um espaço fundamental, explorando as conexões simbióticas entre corpos, matérias objetos e as engrenagens invisíveis que sustentam o cotidiano urbano.


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Armadilha para capturar pensamento de um peixe

Esta obra explora a relação histórica e simbólica entre a água e a comunidade da Maré, conectando o passado de uma região rica em biodiversidade com os desafios do presente. Resgatando a importância da água como um bem universal e um direito de todos, ao mesmo tempo em que evidencia o impacto da degradação ambiental sobre as áreas periféricas que habitam as margens. A obra, ao incorporar autores da Maré, exalta a intelectualidade e o saber favelado, reforçando que, mesmo quando a água e o conhecimento são “capturados” em uma armadilha, eles nunca podem ser realmente contidos — continuam a fluir e a inspirar novas gerações a partir das águas do cotidiano e das margens. A instalação, composta por pilhas de livros e um recipiente com água coletada das colônias de pescadores, simboliza o fluxo de conhecimentos e saberes da favela.

Os livros de autores como Marielle Franco, Eliana Sousa Silva e Andreza Jorge trazem à tona vozes que ressoam as lutas e conquistas da Maré, enquanto a água representa a continuidade da memória ancestral e a resistência cultural que marcam essa comunidade. A obra denuncia a degradação ambiental da Baía de Guanabara e ao mesmo tempo, celebra a intelectualidade e o saber favelado, reforçando que o conhecimento, tal como a água, não pode ser realmente capturado e contido.

Biografias Imaginárias

"Biografias Imaginárias" propõe uma reflexão sobre a biografia como uma construção imaginada. A fotografia, aqui, é a caneta que escreve no tempo e na história, revelando outras formas de existência que muitas vezes não imaginamos. Através da imagem, não como ilusão, mas como criação, a fotografia se torna um dispositivo de emancipação, oferecendo uma nova leitura das vidas que não foram contadas por seus próprios meios. Ao registrar essas pessoas, mostra-se que a favela não é apenas cenário de violência, mas de resistência, vivência e uma narrativa própria.


Neste trabalho, as paisagens desfocadas ao fundo revelam mais do que arquitetura ou clichês, pois mostram onde se dá a rotina, o experimento do espaço e a experiência de estar vivo. Para quem é da favela, a fotografia traz o reconhecimento de rostos conhecidos, enquanto para quem não é, oferece uma nova visão e histórias pouco vistas. "Biografias Imaginárias" se soma a outras expressões artísticas da favela, lembrando a vitalidade de uma juventude que, ao dançar, afirma sua vida, apesar das adversidades impostas.


O trabalho se baseia no texto "Pretos", de Mc Martina.

Audiovisual

Bem-vindes ao meu mundo audiovisual, onde as histórias ganham vida e as emoções são amplificadas por meio de documentários, videoarte, videoclipes e curtas.

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